sábado, 24 de janeiro de 2015

Oscar 2015 - Bolão Cinne Vício


REGULAMENTO


1. Validade da promoção:
O  Oscar 2015 - Bolão Cinne Vício acontecerá domingo do mês de fevereiro, dia 22.02.15 (com início  às 20:00 e término previsto para as 02:00 da segunda dia 23.02.15) e será dedicado aos clientes que desejam participar do bolão realizado especialmente para a data.
2. Duração da promoção:
Bolão Cinne Vício terá início no dia 22 de fevereiro de 2015, as 20:00, e finalizará as apostas no mesmo dia, às 22:00.
3.Inscrição
A inscrição para participar do bolão deverá ser feita no próprio dia do evento, de forma presencial, desde que este esteja dentro do horários de apostas estipulado. 
4. Prêmios
Os prêmios serão entregues no final da exibição das premiações aos 5 participantes que mais acertos tiverem, havendo empate sera levado em consideração os participantes que acertarem as principais categorias por ordem de importância.
Os prêmios do bolão serão os seguintes na ordem de maior quantidade de acertos:
- 1 Bluray Player
- 2 Meses de cinema com acompanhante no Guion Cinemas 
- 1 vale compras no valor de R$100,00 valido para a loja fisica da Cinne Vício
- 1 Box DVD Coleção O Poderoso Chefão
- 1 Box DVD Coleção O Senhor dos Anéis
5. Dúvidas e informações:
Para mais informações sobre o evento, favor, entrar em contato pelo fone (51) 3086.4741, pelo e-mail cinnevicio@gmail.com ou por mensagem privada em nossa página do Facebook.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

SUPER PROMOÇÃO DE BLU-RAYS SEMI-NOVOS




A maioria dos títulos tem apenas uma peça, então pode acontecer do titulo que voce pediu não ter mais estoque, informarei via e-mail. 

Todos os BDS por serem promocionais serão enviados em estojos usados de locação, caso queira um estojo novo, cada estojo custara R$2,00 extra.

Todos os BDS são usados em bom estado e com garantia.

É importante também calcular o valor do frete para seu CEP. Sempre procuro priorizar um frete mais acessível a todos.

LISTA DE BD'S A VENDA POR APENAS R$14,90

ANTI-HEROIS
NA TERRA DE AMOR E ÓDIO
DISTRITO 9
JOGOS DE CRIME
JUVENTUDE EM FURIA
GUERRA É GUERRA
SEC AND THE CITY 2
ENTRANDO NUMA FRIA MAIOR AINDA COM A FAMILIA
ENCONTRO EXPLOSIVO
PREDADORES
O ESCRITOR FANTASMA
UM HOMEM MISTERIOSO
SUPER 8
LADRÕES
REDENÇÃO
PLANO B
OS NORMAIS 2
AUTOPSIA
SANTUARIO
CODINOME CASSIUS 7
CONTRA O TEMPO
ILHA DO MEDO
HOMEM DE FERRO 3
TROPA DE ELITE 2
TÃO FORTE TÃO PERTO
BEM VINDO A VIDA
SE BEBER NÃO CASE PARTE 2
COMO VOCE SABE
O GRANDE ANO
O MUNDOIMAGINÁRIO DO DR PARNASSUS
FURIA SOBRE RODAS
MORTE POR ENCOMENDA
O SEQUENTRO DOMETRO 123
PODER SEM LIMITES
PROFESSORA SEM CLASSE
O RITUAL
O VINGADOR DO FUTURO
O PREÇO DOAMANHÃ
SEM LEI
PRONTA PARA AMAR
TIRAS EM APUROS
SURPRESAS EM DOBRO
AS PALAVRAS
UM HOMEM DE SORTE
AGIC MIKE
O EXOTICO HOTEL MARIGOLD
TERROR NA AGUA
TRON O LEGADO
REFÉNS
ESQUADRÃO CLASSE A
OSMERCENÁRIOS
HOMENS EM FURIA
NAMORADOS PARA SEMPRE
CODIGO DE CONDUTA
A NEGOCIAÇÃO
QUERO MATAR MEU CHEFE
OS AGENTES DO DESTINO
O PACTO
VAMPIROS ME MORDAM
JOHN CARTER
COLOMBIANA
A INFORMANTE
AMEAÇA TERRORISTA
QUAL SEU NUMERO
KARATE KID
A HORA DO ESPANTO
NINJA ASSASSINO
DESCONHECIDO
UM CAMINHO D ELUZ
SALT
EU SOU O NUMERO QUATRO
INTERMEDIÁRIO.COM
A OCASIÃO FAZ O LADRÃO
HEADHUNTERS
INSTINTO DE VINGANÇA
O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS
INCONTROLAVEL
CAÇADOR DE RECOMPENSAS
11-11-11
UM TIRA ACIMA DALEI
O PREÇO DA TRAIÇÃO
UM ASSASSINO EM MIM
LINCOLN
O FIM DA ESCURIDÃO
OS DESCENDENTES
LOUCURAS DE VERÃO
A HORA DO PESADELO
ROUBO NAS ALTURAS
DEU A LOUCA NOS BICHOS
EM BUSCA DE AMOR
EM BUSCA DE UMANOVA CHANCE
AGENTE C
CILADA.COM
360
AMOR A DISTANCIA
UM NOVO DESPERTAR
A CONDENAÇÃO
UM JOGO DE MESTRE
A FAMILIA FLYN
LINHA DE AÇÃO
O ANJO DO DESEJO
CORIOLANO
A BEIRA DO ABISMO
ASSALTO AO BANCO CENTRAL
BLITZ
VIZINHOS IMEDIATOS DE TERCEIRO GRAU
SEM LIMITES
LUA NOVA
O BSEOURO VERDE 3D
LULA
A TRILHA
O TURISTA
OS OLHOS DE JULIA
CODIGO DE HONRA
ALEM DA VIDA
AGUA PARA ELEFANTES
CONFIAR
OS PINGUINS DO PAPAI 
DUPLA IMPLACAVEL
LARRY CROWNE
MANDA CHUVA
NÃO SEI COMOELA CONSEGUE
SE BEBER NÃO CASE
CARTAS PARA JULIETA
BELAMI O SEDUTOR
MILLENIUM OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES
A REDE SOCIAL
AMANHECER
BRAVURA INDOMITA
COLUMBUS CIRCLE
CORRIDA MORTAL 2
ALEM DA VIDA
A CASA DOS SONHOS
A INQUILINA
A CAIXA
TEMPESTADE
NA ESTRADA
13 O JOGADOR
A RESSACA
JONAH HEX
RAPIDA VINGANÇA
ASSASSINO A PREÇO FIXO
CATCH 44
PIRATAS DO CARIBE 4
ENTREGA DE RISCO
FORA DE CONTROLE
AS SESSÕES
APENAS UMANOITE
AMIZADE COLORIDA
OS CANDIDATOS
ANJOS DALEI
O CORVO
O NOIVO DA MINHA MELHOR AMIGA
AMOR SEM ESCALAS
AMOR E OUTRAS DROGAS
PAR PERFEITO
OZ MAGICO E PODEROSO
AMOR EXTREMO
AMOR A TODA PROVA
72 HORAS
A ESTRADA
ABRAHAN LINCONL CAÇADOR DE VAMPIROS
GOLPE DE GENIO
AMOR, FELICIDADE OU CASAMENTO
SIM SENHOR
EDUCAÇÃO (CAPA XEROX)
RESIDENT EVIL RECOMEÇO
REENCONTRANDO A FELICIDADE
CAVALO DE GUERRA
APRENDIZ DE FEITICEIRO
A MINHA CANÇÃO DE AMOR
UMA VIDA MELHOR
A SUPER AGENTE
O DILEMA
PASSE LIVRE
O PIOR DOS PECADOS
ORFÃOS DE GUERRA
ENTRANDO NUMA FRIA
O GOLPISTA DO ANO
A MINHA VERSÃO DO AMOR
O DOBRO OU NADA
NOITES DE TORMENTA
UM SONHO POSSIVEL
AS COISAS IMPOSSIVEIS DO AMOR
TROPA DE ELITE
UMA NOITE FORA DE SÉRIE
VALENTINO THE LAST EMPEROR
A MORTE CONVIDA PARA DANÇAR
HELLRAISER 1
QUASE UM ANJO
O DESPERTAR DO MAL
OS ESPECIALISTAS
30 MINUTOS OU MENOS
O ULTIMO EXORCISMO (CAPA XEROX)
O CODIGO



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Brad que não era Pitt

Brad Renfro sempre teve grandes problemas na infância, se tornou um ator por mera coincidência do destino, e justamente por seu olhar melancólico e profundo. Brad, nunca foi reconhecido por um grande artista nem em sua cidade natal, o que pra um ator é um grande sofrimento! Brad Renfro, fez alguma diferença? para muitos não, ele era um ator pouco conhecido, mais tinha talento, tentou alcançar a fama e quando estava quase lá infelizmente se desviou entrou no caminho das drogas. Faleceu no dia 15 de janeiro de 2008 de overdose aos 25 anos mas parecia ter uns 50, morreu gordo, acabado, irreconhecível, me deu um aperto no coração quando vi sua ultima entrevista e fiquei pensando sobre a fama, esse reconhecimento que muitos almejam e uns piram quando a tem muito outros quando não a tem, e ele desejava tanto que seu trabalho fosse reconhecido 

Sua imagem sempre será lembrada, não como um Brad derrotado, mas como aquele menino com um olhar interno que despertou minha paixão na infância.




Bradley Barron Renfro, mais conhecido como Brad Renfro (Knoxville, 25 de julho de 1982 — Los Angeles, 15 de janeiro de 2008) foi um ator norte-americano.
Morreu aos 25 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Seu pai abandonou a família quando Brad ainda era pequeno, sendo criado por sua avó. Foi descoberto aos 10 anos de idade por uma diretora de elenco que estava buscando um rosto novo para a nova produção do diretor Joel Schumacher "O Cliente", que seria rodado em breve. Viajou para a Califórnia para fazer os testes e foi aceito. O filme estreou em 20 de julho de 1994, sendo seu primeiro papel e que lhe deu prestígio para atuar em vários filmes depois, mesmo não tendo nenhuma experiencia anterior em atuação. Seu papel seguinte foi como Eric, um garoto deslocado que encontra em seu vizinho, um menino portador do vírus da AIDS, um amigo e cúmplice em uma aventura em The Cure em 1995, depois atuou como o papel principal em Tom & Huck, no mesmo ano, ao lado do ator Jonathan Taylor Thomas. Em 1996 fez um papel marcante em Sleepers, onde atuava como um dos adolescentes que, após provocarem acidentalmente a morte de um homem durante uma brincadeira, são levados a um reformatório onde são torturados e abusados sexualmente. Neste filme atuou ao lado de astros como Robert De Niro, Dustin Hoffman, Brad Pitt e Kevin Bacon. Brad Renfro ganhou em 1995 o prêmio The Hollywood Reporter's Young Star Award, promovido pela revista The Hollywood Reporter, e foi indicado como uma das 30 pessoas mais famosas do mundo antes de 30 anos pela revista People. Depois disso desapareceu da midia popular por um período aproximado de dezesseis meses. Retornou em 1998, no papel de Todd Bowden, um garoto que descobre que seu vizinho foi um oficial nazista de um campo de concentração, e para não delatá-lo a policia, o idoso deveria contá-lo em detalhes sobre como os judeus morriam na prisão. O filme, Apt Pupil (br: O Aprendiz), de 1998, era baseado em um conto do escritor Stephen King, e no papel do ex-oficial estava o grande ator inglês Ian McKellen. Nesse mesmo período, atuou em um comercial para o videogame Resident Evil 2 no Japão, que teve a direção do famoso diretor de filmes de zumbis George Romero, mas que nunca foi veiculado. A partir de 1998 começou a ter uma série de problemas com a lei devido ao uso de drogas, chegando a ter que interromper sua carreira por quase um ano, fazer tratamento de desintoxicação e passar um tempo na prisão. Continuou atuando em filmes de pouca expressão, como Bully (2001), Ghost World (2002) e Collector (2008).
MORTE
 Brad Renfro foi encontrado morto em sua casa em Los Angeles, Califórnia, em 15 de janeiro de 2008, aos 25 anos. A causa da morte foi dada como overdose de heroína. Ele estava atuando em "The Informers", ao lado de atores como Mickey Rourke, Winona Ryder e Billy Bob Thornton, trabalho que deixou inacabado.
Fonte: pt.wikipedia.org

sábado, 3 de agosto de 2013

Critica: ANTES DA MEIA NOITE 
Por Vinny Lobato


Quando se fala sobre alguma produção que faz parte de uma sequência, é impossível não associa-la às que antecedem, certo? Pois a franquia de romance e diálogos existenciais, encerrada com "Antes da Meia-noite", e eternizada desde o seu início, lá em 1995 com o impecável "Antes do Amanhecer", é o mais puro exemplo de tal caso. Certamente, já pensado com esta ideia de estrutura, tem um roteiro que acontece em tempo cronológico alinhado ao casal de atores (Ethal Hawke e Julie Delpy), fazendo deste uma trilogia ("Antes do Pôr-do-Sol" é o segundo filme) literalmente homogênea. Produzido à cada nove anos, é um sólido tributo às três etapas da insegurança humana: imaturidade, amor (não perfeito, porém real) e velhice. Uma aula não somente de cinema, como também de vida! 

sábado, 1 de dezembro de 2012

DESENROLA


Desenrolando o sexo
Das primeiras estreias do ano a que eu tinha mais expectativa de conferir é o longa Desenrola, depois das boas produções sobre o tema ano passado fiquei bem curioso para ver como se desenrolaria essa nova trama.
Rosane Svartman diretora e co-autora do roteiro, de cara teve um mérito fantástico, que é focar o filme, pois Desenrola surfa em um único tema o SEXO. A tão famosa e já explora primeira vez dos adolescentes é apresentada de peito aberto e com grande maestria pela diretora. O bom resultado do filme não é a toa afinal foram 5 anos de pesquisa sobre o tema, trabalho que rendeu até um livro e uma serie chamada “Quando éramos virgens”, exibida pelo canal por assinatura GNT.
Além disso o filme tem um grande elenco quase 100% estreante na telona que segura divinamente o filme, dentre esses dois estão excelentes, Amaral (Vítor Thiré) e principalmente o Boca (Lucas Salles) que rouba a cena fazendo um adolescente descolado, divertido, atrapalhado e muito carismático. Os momentos entre os dois são sem dúvidas os mais divertidos do filme.
Desenrola consegue falar a língua dos adolescentes e flertar com praticamente todas as questões sexuais que povoam a mente da galera dessa faixa etária, ora falando da virgindade, ora do uso da camisinha, ora sobre homossexualidade, ora sobre aborto tudo de uma forma leve e nem por isso superficial. Com certeza você vai se identificar com isso, pois mesmo que já não seja um adolescente o roteiro teve outra grande sacada que foi trazer referências dos anos 80 para mostrar o quanto esse tema é atemporal, a diferença está como encarar-lo.
Antes de terminar tenho que dar minha mão a palmatória, pois eu nunca gostei da interpretação de Kayky Brito, mas nesse filme ele realmente conseguiu mostrar que as vezes um bom papel pode fazer a diferença na vida do ator, calma, não estou dizendo que ele teve a atuação da vida dele, mas que ele conseguiu passar verdade na personagem, o que para mim nunca havia sentido antes.
Vale destacar também algumas participações como de Cláudia Ohana, Juliana Paes e Pedro Bial, vamos dizer assim, bem explorados no que eles têm de melhor (risos).
Sem dúvida recomendamos essa ótima produção que está nas locadoras. Vale muita a pena ver, eu posso dizer, esse ano foi o filme que mais me emocionou e me fez sair do cinema muito satisfeito.
DESTAQUES
A linda fotografia que consegue, assim como em As melhores coisas do mundo colocar como pano de fundo a cidade local, que nesse caso é o Rio de Janeiro, de forma brilhante.
A tão falada mais realmente boa trilha sonora, que tem total expiração nos anos 80. E ainda apresenta uma música original que eu adorei, Desenrola do grupo Agnela .
E ainda não posso deixar de comentar a maravilhosa sacana dos créditos finais que não vou contar, mas é genial e totalmente oportuna para o universo apresentado no filme. NOTA 10.
SINOPSE
Priscila (Olívia Torres) tem 16 anos e se acha uma garota normal demais, principalmente, quando repara em suas amigas. Quando sua mãe viaja a trabalho e ela fica sozinha em casa, decide que vai dar um jeito na sua caretice e vai fundo nessa ideia. Entre as muitas mudanças que pretende promover na sua vida, a virgindade parece ser uma das prioridades, mas sera que a hora certa é agora? Embora esteja decidida em investir no mais galinha da turma (Kayky Brito) para viver sua primeira experiência sexual, um trabalho em grupo na escola e uma viagem com amigos, podem mudar para sempre as suas expectativas porque ela descobre que nem tudo é exatamente como dizem e a verdade pode ser bem diferente da realidade.
ELENCO
Olivia Torres (Priscila)

Lucas Salles (Boca)

Vitor Thiré (Amaral)

Daniel Passi (Caco)

Kayky Brito (Rafa)
E grande Elenco
DIREÇÃO



Rosane Svartman
FICHA TÉCNICA
Título Original: Desenrola
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 1 hr 28 min
Ano de lançamento no Brasil: 2011
Site oficial: http://www.desenrolaofilme.com.br/

TRAILER
Cotação: 10/10

sábado, 21 de abril de 2012


Desculpem me a prepotência mas "American Pie - O Reencontro" foi feito para quem teve esses filmes em sua adolescência, quem viveu essa época. Ao contrário que alguns filmes que voltam anos depois com uma nova história, a quarta e verdadeira sequencia de American Pie mostra aqueles personagens que voce conheceu num reencontro muito nostálgico, as boas e velhas piadas continuam lá, nos fazendo rir como a anos atrás. O bacana do filme é que ele mostra que o tempo passa, escola, faculdade, responsabilidade, casamento, filhos para voce mas ele também passa para seus amigos e aquele tempo que existia de se encontrar como fazíamos antes passa também. Mas sera que tudo muda? Sera que amadurecemos ou regredimos? OBRIGADO roteiristas por não reinventarem nada e deixar a história previsível como sempre foi. O filme transborda esse clima nostálgico de velhos conhecidos juntos mais uma vez. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Histórias Cruzadas - Do Livro para o cinema.





Nele conhecemos a história de Skeeter, que acabou de terminar a faculdade e sonha em ser escritora. Ela põe a cidade de cabeça para baixo quando decide pesquisar e entrevistar mulheres negras que sempre cuidaram das "famílias do sul". Apesar da confusão causada, Skeeter consegue o apoio de Aibileen, empregada de uma amiga, que a ajuda a conquistar a confiança de outras mulheres que têm muito o que contar.

O filme é uma obra-prima, mas foca no ponto principal do livro e acaba deixando passar a riqueza nos relacionamentos e personalidades das personagens. Claro que como a maioria dos filmes baseados em romances, foi obrigado a não focar muitos nos detalhes para poder transformar 451 páginas em um filme de 2 horas e meia! As repercussões e consequências da publicação do "The Help" não foram detalhadas no filme também.

O filme trata o "Livro das Empregadas" apenas como escandaloso, mas a realidade é que um livro como este, poderia ter conseqüências mais graves para Skeeter e as empregadas domésticas. Pessoas brancas e negras foram mortas no Mississippi por falarem contra a segregação e os direitos civis.

No entanto, isso não tira o mérito do filme que é lindo e das atrizes fizeram um ótimo trabalho.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Menina que Brincava com Fogo chega direto nas locadoras em Março


Millennium 2 - A Menina que Brincava com Fogo chega diretamente em DVD e BLU-RAY dia 14/03 nas locadoras, lançado desta vez pela Vinny Filmes a sequencia do original Sueco "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" baseado na série de livros de Stieg Larsson não foi exibido nos cinemas Brasileiros devido a demora no lançamento dos filmes no Brasil, vale lembrar que a versão americana do primeiro filme acaba de estrear nos cinemas, o filme do diretor David Fincher rendeu 5 indicações ao Oscar sendo uma delas de melhor atriz para Rooney Mara (de A Hora do Pesadelo). Alem do lançamento do filme a Vinny Filmes estreia seu novo logo no mês de março.

SOBRE O FILME

Devo dizer que o primeiro é uma boa pedida para quem goste de ação e mistério, enquanto o segundo já tem uma história cheia de suspense, o resto fica em decidir qual o seu gênero preferido.

Lisbeth Salander (Noomi Rapace) é uma hacker antissocial e considerada mentalmente incapaz que acaba de dar um golpe para ficar rica. Mas a súbita riqueza não a livra dos problemas. Após o assassinato de seu tutor e de dois jornalistas, ela é procurada por toda a Suécia por crimes que ela aparentemente cometeu, já que uma pistola foi encontrada com suas digitais numa das cenas do crime. Mas Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), amigo de Lisbeth, não acredita que ela tenha sido culpada e que se os policiais continuarem no encalço de Lisbeth, eles é que terão de tomar cuidado com ela. A partir daí, ele começa uma investigação sobre o passado de Lisbeth para poder provar sua inocência.
Sabe, Lisbeth Salander é uma antissocial, uma fumante, uma hacker, uma incendiária, uma pessoa extremamente violenta, uma menina que sofreu e ainda sofre dos mais diversos abusos. Não há como não se encantar com a história dela, ainda mais com a ótima atuação de Noomi Rapace.

Mutação é lançado em DVD no Brasil


Boa noticia para os fãs do filme "Mutação". Em Fevereiro a Imagem Filmes lança em DVD pela primeira vez no Brasil o filme estrelado por Mira Sorvino que virou cult nos anos 90. "Mimic" chega ao Brasil com imagem Widescreen 16:9, áudio e legendas em Português, ainda não foram disponibilizadas informações sobre extras mas acredito que terá pois a Imagem esta fazendo um ótimo trabalho com os filmes da Miramax que agora lhe pertencem. Quem quiser garantir o filme na pré venda pode encomendar na nossa loja na Avenida Voluntários da Pátria 595/08 ou através dos nossos contatos virtuais. O DVD do filme dirigido por Guillermo Del Toro será lançado a R$39,90.



Susan Tyler (Mira Sorvino) é uma aplicada entomologista que altera geneticamente um inseto para que este se torne o predador de baratas, as responsáveis por uma terrível epidemia que assola Nova York. A princípio, a experiência é um sucesso. O problema é que, três anos depois, os insetos predadores sofreram algumas mutações que acabaram por transformá-los em monstros.

- Os roteiristas Matt Greenberg e John Sayles não estão creditados no filme, mas constaram em alguns trailers e comerciais do longa.

- Originalmente, foi planejado para ser um curta-metragem de meia hora para uma coletânea da Miramax.
Diretor: Guillermo del Toro
Elenco: Mira Sorvino, Jeremy Northam, Josh Brolin, Charles Dutton, Giancarlo Giannini, F. Murray Abraham
Produção: Bob Weinstein, Ole Bornedal, B.J. Rack
Roteiro: Matthew Robbins, Guillermo del Toro, baseado em conto de Donald A. Wollheim.
Fotografia: Dan Laustsen
Trilha Sonora: Marco Beltrami
Duração: 105 min.
Ano: 1997
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Dimension Films / Miramax Films

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MENÇÕES HONROSAS

OUTRAS MENÇÕES HONROSAS:

Melhor animação: Rio mas com menção ao injustiçado Happy Feet 2.
Melhor Comédia: Amor a Toda Prova
Melhor Ficção : Planeta dos Macacos - A Origem
Melhor Romance: Waiting For Forever
Melhor Drama: Inquietos
Melhor adaptação de quadrinhos: X-Men Primeira Classe
Melhor Atriz: a injustiçada Kirsten Dunst
Melhor Ator: o Astro do ano Ryan Gosling
Melhor Filme Brasileiro: O Palhaço
Melhor filme espirita: Alem da Vida
Melhor filme Evangélico: Para Salvar uma Vida

Ainda sobram comentários sobre filmes que surpreenderam mas ja não são mais considerados desse ano apesar de ter passado nos cinemas esse ano. Entre eles o surpreendente Cisne Negro que chegou quietinho e impactou o mundo inteiro. O feio, sujo e sensacional Biutiful. O didático Tudo pelo Poder que chegou a pouco aos cinemas e é um dos favoritos ao Oscar provavelmente.O injustiçado Arvore da Vida em que as pessoas tentam entender tudo literalmente ao invés de sentir.

E eu achava que assistiria Cavalo de Guerra ainda esse ano mas fica para a semana que vem...

MELHORES FILMES DE 2011

Agora temos que falar dos melhores também, apesar de 2011 ter sido fraco tivemos gratas surpresas e satisfações durante o ano. Vejam 3 delas:

SUPER 8 - Uma obra prima do cinema atual.De sentar na poltrona e chorar de felicidade por estar assistindo o um filme bom pra caramba. Mas se voce ainda não viu, não espere um suspense, é aventura com A maisculo. A ação é mais pueril e nostálgica do que estamos acostumados hoje.E Lagrimas claro se voce sentir o que eu senti.Ame ou odeie, Super 8 pra mim é o melhor filme de 2011.

http://youtu.be/8oRQ8XrSKUA

MELANCOLIA - Lars Von Trier traz um filme sobre o fim dos tempos sob um ponto de vista bem diferente do costumeiro. Um Kirsten Dunst que conseguiu traduzir perfeitamente a agonia latente e o mal estar em ser um ser humano. Uma obra prima do cinema.

http://youtu.be/jvlc3h8VxPE

MEIA NOITE EM PARIS - Uma declaração de amor ao cinema, Woody Allen bate na tecla da aceitação, devemos aceitar o nosso presente ou fantasiar om o passado? Lindo.Brilhante!

http://youtu.be/99db-nW-nQc

OS PIORES FILMES DE 2011

De uma lista de 15 para não encher o saco escolhi que os 5 piores filmes de 2011 foram nessa ordem:

Lanterna Verde - efeitos fraquíssimos, diálogos clichés e conseguiu ser pior que Capitão America. Foi um erro fazerem esse filme.

http://youtu.be/CaR6KecG0pw



Professora sem Classe - Cameron Diaz não tem mais idade para isso e deveria de ter vergonha por abrir a boca para as falas desse filme.Eu cheguei a sentir vergonha alheia por ela. O filme é nojento...estranho e sem graça.

http://youtu.be/DG3y12tNJMM

Assalto ao Banco Central - um filme que tenta ser tudo e não é nada, a história furada, um diretor que não sabe orquestrar seus bons atores e uma equipe técnica que não soube nem colocar o áudio das falas em sincronia com a boca dos atores, uma dublagem de estúdio pior que curta de universidade.Preciso dizer mais?

http://youtu.be/7pgisplgLCA

A Garota da Capa Vermelha - Garota numa cidade pequena habitada por seres estranhos sendo disputado por dois em meio a muitos perigos ou uma chapeuzinho periguete se preferir. Amanda Seyfried continua fazendo uma bomba aqui, outra ali entre seus bons filmes. Horrível...

http://youtu.be/rr6wiWSrJ48

Se Beber não Case 2 - ou seja o mesmo filme de 2009 só que numa versão Espartalhões. Cruzes

http://youtu.be/BXNYbXbCco8

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sexo Sem Compromisso

E ao contrário do que se poderia esperar de uma atriz vivendo seu ápice de prestígio e fama, não se trata de uma produção alternativa e desafiante, mas uma comédia romântica totalmente comercial onde ela forma casal com o marido da Demi Moore, ou, ainda, Ashton Kutcher. “Sexo Sem Compromisso” (No Strings Atached) é o nome do filme. Achei a escalação dos protagonistas um tanto bizarra. Ashton nunca acertou nada até hoje no cinema. Por que diabos Portman resolveu fazer o tal filme com ele, justamente agora? Seria o roteiro brilhante?

Comédias românticas têm, em geral, um roteiro bem padronizado. Mas de tempos em tempos vem um filme que modifica o lugar comum. Ultimamente, “500 dias com ela” foi o que veio para dar uma chacoalhada, e que chacoalhada, na mesmice. Fica evidente nesse “Sexo Sem Compromisso” uma tentativa de embarcar na onda do sensacional filme de Marc Webb. E, vou dizer, o roteiro tem até méritos, apesar de passar milhas distante da referência. Mas o filme derrapa na curva na forma com que é capitaneado: Ivan Reitman erra a mão do início ao fim na direção.

Ele que na década de 80 dirigiu o clássico “Ghostbusters”, além de “Gêmeos” e ainda acertou nos anos 90 “Um Tira no Jardim de Infância” e “Júnior”, todos filmes divertidos numa onda sem pretensão, parece ter perdido totalmente o jeito pra coisa nos últimos 15 anos. Só bomba. Dessa vez ele desperdiça as boa situações que são propostas pelo roteiro e conduz muito mal seu elenco.

Portman, evidentemente mal dirigida, enfraquece sua mocinha ficando chorosa demais em momentos totalmente equivocados. Por mais absurdo que possa parecer, Kutcher se sai bem melhor que ela vivendo um tipo distante de seu estereótipo. Mas também acaba tendo seu trabalho prejudicado pelo figurino e ambientação errados.

Em suma, todas a boas intenções que poderiam fazer de “Sexo Sem Compromisso” uma agradável diversão para uma tarde chuvosa de domingo ou uma noite de semana depois do trabalho são desperdiçadas deixando o filme simplesmente chatinho. Nada que incomode a degustação de pipoca na cadeira, mas é incapaz de gerar qualquer vontade de rever no DVD ou na TV daqui a um tempo. E isso para uma comédia romântica é fatal! Portman super poderia ter passado sem essa. Sua filmografia agradeceria.

sábado, 5 de março de 2011



Pleasantville (A vida em preto e branco, 1998) é desses filmes que têm um apelo fofuresco, capaz de divertir os mais distraídos, mas que trazem uma reflexão mais apurada, capaz de instigar os mais exigentes.

A imaginária Pleasantville é um seriado de TV da década de 50, embebido nos valores morais e anti-sépticos do sonho americano da época, com suas casas ajardinadas e famílias perfeitas. O antigo seriado é uma das paixões de David (Tobey Maguire), que vê em Pleasantville um mundo sem os conflitos e agressões, típicos da vida partilhanda com a irmã Jennifer (Reese Witherspoon), numa típica família desmembrada da década de 90.

Uma noite, um misterioso técnico de televisão (Don Knotts) percebe o imenso conhecimento de David sobre Pleasantville e oferece aos garotos um controle remoto especial. Ao apertar um botão, David e Jennifer são sugados para dentro da TV, transformados nos filhos em preto-e-branco de George (William H. Macy) e Betty Parker (Joan Allen), a família perfeita do seriado: Bud e Mary Sue.

No mundo "perfeitinho" e preto e branco de Pleasantville, não existe arte, sexo, incertezas, ou chuva. Papai sabe tudo, mamãe empaturra a família de panquecas no café da manhã, o time de basquete nunca perde, e a vida segue um curso inócuo e previsível. Esse é o cenário do primeiro filme do roteirista de Quero Ser Grande, Gary Ross: uma fábula sobre a utopia e a afirmação da individualidade. O filme foi indicado para o Oscar de trilha sonora, figurino e direção de arte.

Enquanto "Bud" tenta convencer a irmã de que eles devem viver de acordo com as regras imutáveis do seriado para não abalar o mundo equilibrado dos personagens, a voluntariosa Jennifer logo coloca sua insatifação a serviço de uma saudável anarquia. Depois de despertar a libido do capitão do time de basquete, a ordem em Pleasantville nunca mais será a mesma. Com a descoberta de prazeres e possibilidades insuspeitadas em seu universo estático, a cidadezinha começa a se tingir com cores vivas, contrastando com a mesmice monocromática e com os defensores da antiga Pleasantville, ressentidos com a destruição de seu acalentadostatus quo.

Os sentimentos edulcorados dão lugar à raiva, paixão, ciúme e insatisfação, que acabam colorindo a cidade com os tons da vida como ela é, em efeitos visuais impressionantes, desenvolvidos especialmente para o filme.

As melhores cenas são protagonizadas por Joan Allen, a reprimida dona-de-casa que descobre tardiamente os prazeres do sexo e se apaixona por Mr. Johnson (Jeff Daniels, o mesmo ator que sai da tela em preto-e-branco de um filme para a vida de Mia Farrow, no maravilhoso A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen). Dono da lanchonete onde Bud trabalha, Mr. Johnson percebe sua paixão pela arte e pinta, com todas as cores proibidas pelas autoridades locais, um mural vívido dos sonhos que o conformismo deixou para trás.

Pleasantville aborda os perigos de uma sociedade que repudia a diferença e valoriza a ignorância. Desta forma, o filme faz severa crítica aos “pequenos sentimentos” como a mediocridade, a mesquinhez e a alienação que permeiam o dia-a-dia. E deixa-nos algumas questões a respeito da felicidade humana. O que está em risco quando nos escondermos atrás de nosso conformismo e acomodação? O que nos impede de vivermos novas emoções a cada dia e sairmos do habitual? Uma coisa é certa: diante da realidade contemporânea, existe muito mais do que preto e branco. Sendo assim, o colorido que damos às nossas vidas é que determina o caminho para a felicidade e nosso bem-estar social. Mas, para que isso aconteça, é necessário que cada um de nós faça bem sua tarefa diária de imersão neste intenso universo de emoções. Nesse sentido, Pleasantville é uma ode ao hedonismo, à diferença e, sobretudo, à coragem.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A ORIGEM

a_origemUm crítico sempre irá parecer pedante quando acha muitos defeitos na obra que está avaliando e sempre irá parecer puxa-saco quando só encontra qualidades. Fazer o quê, é nossa sina. É a realidade, ou é um sonho!

Em sonhos é onde se passa boa parte da trama espetacular de A Origem. Um delírio para nós é vermos que a mente inquieta de Christopher Nolan vem se desenvolvendo cada vez mais desde Amnésia, Insônia, Batman Begins O Grande Truque e O Cavaleiro das Trevas. Depois de transformar Batman num filme para adulto e fazer do Cavaleiro das Trevas uma espécie deFogo contra Fogo, em A Origem o diretor roteirista se supera de novo. A inovação está na forma de contar e na coragem de unir uma história já exaustiva (plano do roubo perfeito) com um Matrix repaginado.

Não fosse o talento do diretor, elenco e o tratamento dos personagens o filme já seria um achado mas é na profundidade que está o mérito da história. Sem descartar os demais personagens, o de Di Caprio é extremamente dúbio. Ele não é o mocinho padrão, antes disso, pois ele rouba segredos através dos sonhos, ou seja ele é simplesmente um ladrão. Com um passado nebuloso que conta com uma esposa morta e o abandono dos filhos. E ainda sim, torcemos por ele.

Por que? Porque adoramos a ideia conduzida e torcemos pela sua redenção, como o despertar de um pesadelo, em que tudo pudesse ser resolvido, exatamente como nos sonhos e exatamente como na maioria dos filmes com finais felizes.

E é justamente para agradar, enganar ou apenas complicar a mente do telespectador que Nolan constrói um mundo onírico cheio de camadas até o ponto de nos confundirmos sobre o que é sonho e o que é real e terminamos o filme com uma estranha sensação de que alguma coisa não se encaixa. Não porque a trama tenha sido mal conduzida mas justamente pelo contrário, por permitir diversas respostas, dependendo de que forma compreendeu certas partes da história. E o pior (ou melhor) é que essas respostas são extremamente satisfatórias.

Não é ótimo acompanhar a obra de um diretor que constrói obras assim, desde o seu início até A Origem?

Nota 10

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Encontro Explosivo


Comédia romântica de ação é um subgênero que volta e meia aparece nos cinemas, geralmente unindo grandes astros e bons diretores por serem fáceis de agradar homens e mulheres, tem renda fácil e colocam artistas em decadência ou precisando dar uma melhorada na imagem em evidência novamente.

Se não era o caso de Sr. e Sra Smith é com certeza o caso de Par Perfeito, Caçador de Recompensas e claro, Encontro Explosivo, papel que Tom Cruise preferiu ao de Salt, que acabou com Angelina Jolie. A história de Encontro Explosivo é tão implausível que ao tentar fazer paródias ou “homenagens” aos filmes de ação como Missão Impossível, Trilogia Bourne ou 007, termina, na verdade, parodiando os astros Cruise e Cameron Diaz.

Inverossímil e beirando mais o ridículo que o absurdo o agente (ou um espião?) envolve uma simpática moça (melhor seria dizer coroa, não é?) numa trama de espionagem e revela uma química entre os personagens. Claro que não vai ser fácil assim já que Tom Cruise é perseguido pela CIA e por perigosos traficantes espanhóis. Mas tudo é previsível (já disse isso, né?) e no final o mocinho fica com a mocinha e os bandidos terão o destino merecido.

Nem tanto pela irregular dupla de astros mas pelo diretor James Mangold, que realizou os ótimos Os Indomáveis e Garota Interrompida a história merecia um enredo mais caprichado. Onde é que o casamento da irmã da Cameron Diaz entra na historia? Onde é que o carro restaurado entra na história?

Pois é, se os roteiristas e diretor se esqueceram desses e de outros detalhes, façamos o mesmo. Depois de assistir, esqueça!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Do Começo ao Fim



No início de "Do Começo ao Fim", antes de o título aparecer, há uma cena de apresentação da família. Uma casa branca, clara, arejada. Louise Cardoso feliz, Fábio Assunção, os dois irmãos felizes. Júlia Lemmertz, a mãe das crianças, acaba de chegar. Ela abre os braços e seus filhos, com um sorriso estampado em cada um dos rostos, dão um forte abraço na mãe. Sequência, aliás, filmada em câmera lenta. O longa de Aluizio Abranches já começa a incomodar aí. É inevitável esperar que a marca de uma margarina surja no canto da tela. Mas, como se trata apenas dos minutos iniciais do filme, é possível deixar a sequência um pouco de lado. Afinal, ela deve servir como um contraponto à tempestade que está por vir: o relacionamento homossexual entre irmãos.

Mas não. A sensação comercial de margarina perdura por todo o filme. E não apenas pela estética. Nada acontece em "Do Começo ao Fim". Nada. Conflitos não existem. O relacionamento entre os irmãos não é visto com estranheza por quase ninguém. A mãe e o pai de um deles (as crianças são filhos de pais diferentes) esboça uma pequena preocupação, mas logo passa. Os temas "incesto" ou "amor homossexual" não são tratados de nenhuma forma.

Até aí, vamos relevar por um instante. Apesar de não corresponder com as expectativas criadas pelo trailer, pode ser que Aluisio Abranches não queria ter que obrigatoriamente tratar sobre tais temas, apenas falar do amor. O amor puro e simples. Mas nem deste tópico o diretor dá conta. Simplesmente não dá para acreditar neste amor, mesmo porque os donos dele são pessoas unidimensionais e sem profundidade. Quem é Francisco (Lucas Cotrim/João Gabriel)? Quem é Tomás (Gabriel Kaufman/Rafael Cardoso). O que eles querem? O que eles pensam? Quais são as características deles? E só um amar o outro e o outro amar o um? Como acreditar em um amor se não acreditamos em quem ama? A história de Francisco e Tomás não passa por nenhum tipo de conflito, e nem falo apenas dos conflitos que seriam naturais entre um casal de irmãos e o mundo à volta deles. Mas conflitos entre os próprios. O único, a viagem de um deles para Rússia, um problema que poderia ter saído de um capítulo sem inspiração de uma novela de Manoel Carlos, é resolvido em três cenas. Os pequenos conflitos consequentes deste são difíceis de engolir para um casal que se apaixonou no momento em que o mais novo abriu os olhos pela primeira vez na vida, e todos são solucionados em questão de minutos.

E como "Do Começo ao Fim" é um filme sem conflitos é de se concluir que Abranches abraçou o tema que vendeu no trailer apenas pela ideia de ser polêmico; que quis fazer uma produção sobre um relacionamento incestuoso e homossexual só pelo fato de ser incestuoso e homossexual. Explico: como este amor não passa por nenhum tipo de obstáculo, parece que Abranches considerou suficiente para o público ver dois irmãos tirando a roupa em câmera lenta e sem tirar o olho um do outro (uma das piores cenas do longa, aliás). Que só o fato de eles serem irmãos e se amarem seria possível para carregar o filme, mesmo que não sofram nenhum tipo de preconceito e mesmo que o amor dos dois não passe por nenhum tipo de prova. Abranches estava enganado e ele já deveria ter atinado para a questão no roteiro. Fico até me perguntando, aliás, qual é o objetivo de se fazer um filme assim. Para que contar uma história se ela não tem nada para ser contada?

São 90 e poucos minutos de um marasmo total e o elenco não ajuda muito. Os atores principais, tanto os mirins quanto os adultos, não têm muito o que fazer com papéis tão planos a não ser ligar o piloto automático e expressar suas falas artificiais de forma artificial. Fábio Assunção parece não acreditar em seu personagem. Louise Cardoso é sempre uma atriz interessante, mas seu papel não tem razão nenhuma de existir. A única pessoa que dá um pouco de sinceridade em um personagem que Abranches parece ter tido o mínimo de carinho para criar é Júlia Lemmertz. Aliás, se o filme tivesse tomado outro ponto de vista, o da mãe em relação aos filhos, poderia ter saído melhor.

nota: 2/10 -- pura perda de tempo

Do Começo ao Fim (2009, Brasil)
direção: Aluisio Abranches; roteiro: Aluisio Abranches; fotografia: Ueli Steiger; montagem: Fábio S. Limma; produção: Aluisio Abranches, Fernando Libonati, Iker Monfort, Marco Nanini; com: Gabriel Kaufmann, Rafael Cardoso, Lucas Cotrin, João Gabriel Vasconcellos, Júlia Lemmertz, Fábio Assunção, Louise Cardoso, Jean Pierre Noher; estúdio: Lama Filmes, Pequena Central de Produções; distribuição: Downtown Filmes/RioFilme. 100 min

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

TRON - Uma Odisséia Eletrônica

“Tron” é uma aventura bastante simples e esquemática, mas que vale ser conferida pelos fãs de efeitos especiais para conhecer os primórdios de tecnologias atualmente corriqueiras. Mas o longa terá um sabor todo especial para aqueles que viveram a década de oitenta, seus videogames toscos e altamente viciantes e toda aquela atmosfera de que tudo era possível com um pouco de ciência estranha.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

AS MELHORES COISAS DO MUNDO – Adolescência, quem explica?

Opa, quero até ver qual vai ser a desculpa dos “anti-cinema nacional” dessa vez. É que o discurso desse povinho é sempre o mesmo, que o nosso cinema só se foca na miséria do país, e isso mancha a imagem do Brasil lá fora, né? Parece piada, eu sei. Mas vou tentar ver por outro ângulo. Digamos que, ok, seria bom se o nosso cinema tivesse mais variedade. O meu problema com aqueles que reclamam de como filme nacional só mostra “pobre na favela” é que, em quase 100% dos casos, esse é o mesmo público burguês que ama Se Eu Fosse Você de paixão. Sim, porque apresentar a realidade do país é péssimo, mas inventar uma classe média alienada que nem existe (a classe média americana pode até viver em mansões; a nossa, não) não é demais? Ou, sei lá, ainda no quesito Se Eu Fosse Você, não é meio revoltante um filme que tenha como uma das últimas frases: “quem diz que felicidade não se compra é porque não conhece o endereço da loja”?

Enfim, com o mais novo filme nacional a chegar em dvd, não há brechas pra esse tipo de discussão. Em As Melhores Coisas do Mundo a diretora Laís Bodanzky (do ótimo Bicho de Sete Cabeças) retrata com extremo cuidado e inteligência a vida de adolescentes brasileiros. Que, cá pra nós, poderiam ser adolescentes e qualquer nacionalidade. É um filme de tema universal. O protagonista é Mano, um garoto de 15 anos normal de classe média alta de verdade, não uma de mentirinha. Acompanharemos vários dos problemas típicos dessa idade de transição: a descoberta da sexualidade, bullying, insegurança, problemas familiares, etc. É legal que, primeiro, os atores (todos ótimos e muito bem dirigidos) conversam entre si de forma absolutamente natural, do jeito que adolescentes brasileiros realmente conversam. Sem caricaturas, o que é comum quando um adulto vai retratar o linguajar de um jovem, né? Deu pra ver que a diretora teve um trabalho de pesquisa bastante grande e cuidadoso, e os personagens realmente falam língua do jovem brasileiro. Com alguns vícios? Sim. Mas sem forçar a barra.

E há vários temas atuais, que estão em destaque agora, presentes no filme. Quer dizer, eu fui o único que pensou no caso Geisy-Uniban com aquela tramóia da menina que é perseguida após uma foto sua semi-nua cair na rede? Pode ser que o roteirista não tenha ligado uma coisa à outra, ou pode ser que isso tenha sido escrito/rodado antes mesmo do escândalo (o filme já tava em pré-produção há três anos), mas que caiu como uma luva, ah, caiu. Sem falar na febre da internet, twitter, blogs, orkut, o diabo à quatro. Pra muita gente a internet é apenas um item a mais, uma ferramenta útil, mas pra minha geração a internet é tudo. Quer dizer, nós nascemos com a internet! Eu ainda nem tanto. Posso garantir que eu tive uma infância feliz sendo criança. Eu cresci encenando peças de teatro pros meus pais verem, cresci com a Disney, essas coisas. Mas é chato ver como isso vem diminuindo a cada dia que passa, como a infância está encurtando. E pensar que hoje namorar com 10 anos é comum. Enfim, perdi o foco. A discussão que o filme traz é mais sobre a questão das fofocas, de como a informação corre cada vez mais rápido, sobre como a palavra “segredo” vem sumindo do nosso vocabulário. Mas acho legal que o filme também mostre as exceções. Tem uma garota que mantêm um diário! Quem aqui conhece alguém que mantêm um diário, e que, ao mesmo tempo, esteja em sua sã consciência mental?! Hoje em dia, você quer escrever alguma coisa pessoal, íntima e tal, você posta no twitter, ué.

O protagonista ta longe de ser um santo, o que já coloca As Melhores Coisas do Mundo anos luz de vários filmes sobre o tema. Apesar de ter várias qualidades, Mano também ta cheio de preconceitos. Ao mesmo tempo que ele defende com unhas e dentes o seu interesse romântico que teve a vida invadida por uma foto que caiu em lugares errados, Mano faz caricaturas de sua colega de sala com legendas como “sapata!”. E pra quem já passou pela adolescência sabe que a pior ofensa que existe, pior do que xingar a mãe, é fazer qualquer tipo de alusão à sexualidade. Eu nunca entendi direito o motivo, mas felizmente já passei dessa fase, ou, pelo menos, já peneirei minha lista de amizades. Eu e meus amiguinhos discutimos muita coisa interessante, de política à feminismo à anti-americanismo à aborto à casamento homossexual, etc, mas to sabendo que somos exceções. Boa parte da adolescência ainda ta cheia de preconceitos, que, sinceramente, eu ligo à infantilidade. Muito interessante a história do pai do Mano que se separou da mulher (e que bela interpretação de Denise Fraga) pra morar junto com um colega de trabalho, e mais interessante ainda a repercussão que isso tem (não vou contar). Uma das coisas mais sensatas do filme, aliás, é dita pelo novo namorado do pai. Ele o alerta sobre seu filho que escreve coisas depressivas demais num blog, e que isso é perigoso. Isso de se isolar do mundo, ficar completamente sozinho com seus pensamentos. O pai ignora, dizendo que um psicólogo já foi contratado. E daí surge outra questão: essa mania dos pais de terceirizar os problemas do filho, sendo que o fruto desse problema, muitas vezes, está justamente nisso.
Mas o filme não fala apenas de adolescentes. Fala também sobre adultos, e sua impossibilidade aparentemente crônica de lidar com os adolescentes. Gosto da cena em que vários pais se reúnem no colégio e discutem sobre a fase em que seus filhos estão passando, tentando encaixá-la em uma classificação definida. Quer dizer, é mania resumir a adolescência em frases de efeito, né? Mas tudo na vida é tão complexo e gigante, que, sinceramente, nada pode ser estudado e entendido por completo. E não dá pra encaixar todo menino e menina de 15 à 17 anos a um mesmo grupo de características definidas. O filme mostra isso. Mostra que adolescentes tem sim seus vícios em comum, mas, ao mesmo tempo, um é completamente diferente do outro. Além disso, de quebra, surge uma outra discussão interessante: quando um professor(a) e um aluno(a) tem um caso, quem seria o “culpado”? O professor, que se aproveitou de seu posto de superioridade e de sua maturidade pra conquistar o aluno? Ou, em tempos de maior liberdade entre adolescentes, o professoracaba sendo a vítima? Ou talvez não haja culpa, não sei. Só sei que a cena dos ovos é linda, muito emocionante. E tudo embalado por “Something”, dos Beatles, que parece que foi um parto pra produção conseguir os direitos. Enfim, ri e chorei nas varias vezes que assisti As Melhores Coisas do Mundo, me envolvi mesmo. Se eu fosse você não perdia. Só não vale ir conferir com a desculpa de que é filme nacional, então vou cumprir minha parte, vou fazer a boa ação do dia. O cinema brasileiro já passou da hora de precisar da pena de alguém. Agora, se for pra assistir “As Melhores Coisas” com a desculpa de fugir do lixão americano que é jogado aos montes por aqui, aí tudo bem. Essa desculpa é mais do que aceitável.