segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Encontro Explosivo


Comédia romântica de ação é um subgênero que volta e meia aparece nos cinemas, geralmente unindo grandes astros e bons diretores por serem fáceis de agradar homens e mulheres, tem renda fácil e colocam artistas em decadência ou precisando dar uma melhorada na imagem em evidência novamente.

Se não era o caso de Sr. e Sra Smith é com certeza o caso de Par Perfeito, Caçador de Recompensas e claro, Encontro Explosivo, papel que Tom Cruise preferiu ao de Salt, que acabou com Angelina Jolie. A história de Encontro Explosivo é tão implausível que ao tentar fazer paródias ou “homenagens” aos filmes de ação como Missão Impossível, Trilogia Bourne ou 007, termina, na verdade, parodiando os astros Cruise e Cameron Diaz.

Inverossímil e beirando mais o ridículo que o absurdo o agente (ou um espião?) envolve uma simpática moça (melhor seria dizer coroa, não é?) numa trama de espionagem e revela uma química entre os personagens. Claro que não vai ser fácil assim já que Tom Cruise é perseguido pela CIA e por perigosos traficantes espanhóis. Mas tudo é previsível (já disse isso, né?) e no final o mocinho fica com a mocinha e os bandidos terão o destino merecido.

Nem tanto pela irregular dupla de astros mas pelo diretor James Mangold, que realizou os ótimos Os Indomáveis e Garota Interrompida a história merecia um enredo mais caprichado. Onde é que o casamento da irmã da Cameron Diaz entra na historia? Onde é que o carro restaurado entra na história?

Pois é, se os roteiristas e diretor se esqueceram desses e de outros detalhes, façamos o mesmo. Depois de assistir, esqueça!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Do Começo ao Fim



No início de "Do Começo ao Fim", antes de o título aparecer, há uma cena de apresentação da família. Uma casa branca, clara, arejada. Louise Cardoso feliz, Fábio Assunção, os dois irmãos felizes. Júlia Lemmertz, a mãe das crianças, acaba de chegar. Ela abre os braços e seus filhos, com um sorriso estampado em cada um dos rostos, dão um forte abraço na mãe. Sequência, aliás, filmada em câmera lenta. O longa de Aluizio Abranches já começa a incomodar aí. É inevitável esperar que a marca de uma margarina surja no canto da tela. Mas, como se trata apenas dos minutos iniciais do filme, é possível deixar a sequência um pouco de lado. Afinal, ela deve servir como um contraponto à tempestade que está por vir: o relacionamento homossexual entre irmãos.

Mas não. A sensação comercial de margarina perdura por todo o filme. E não apenas pela estética. Nada acontece em "Do Começo ao Fim". Nada. Conflitos não existem. O relacionamento entre os irmãos não é visto com estranheza por quase ninguém. A mãe e o pai de um deles (as crianças são filhos de pais diferentes) esboça uma pequena preocupação, mas logo passa. Os temas "incesto" ou "amor homossexual" não são tratados de nenhuma forma.

Até aí, vamos relevar por um instante. Apesar de não corresponder com as expectativas criadas pelo trailer, pode ser que Aluisio Abranches não queria ter que obrigatoriamente tratar sobre tais temas, apenas falar do amor. O amor puro e simples. Mas nem deste tópico o diretor dá conta. Simplesmente não dá para acreditar neste amor, mesmo porque os donos dele são pessoas unidimensionais e sem profundidade. Quem é Francisco (Lucas Cotrim/João Gabriel)? Quem é Tomás (Gabriel Kaufman/Rafael Cardoso). O que eles querem? O que eles pensam? Quais são as características deles? E só um amar o outro e o outro amar o um? Como acreditar em um amor se não acreditamos em quem ama? A história de Francisco e Tomás não passa por nenhum tipo de conflito, e nem falo apenas dos conflitos que seriam naturais entre um casal de irmãos e o mundo à volta deles. Mas conflitos entre os próprios. O único, a viagem de um deles para Rússia, um problema que poderia ter saído de um capítulo sem inspiração de uma novela de Manoel Carlos, é resolvido em três cenas. Os pequenos conflitos consequentes deste são difíceis de engolir para um casal que se apaixonou no momento em que o mais novo abriu os olhos pela primeira vez na vida, e todos são solucionados em questão de minutos.

E como "Do Começo ao Fim" é um filme sem conflitos é de se concluir que Abranches abraçou o tema que vendeu no trailer apenas pela ideia de ser polêmico; que quis fazer uma produção sobre um relacionamento incestuoso e homossexual só pelo fato de ser incestuoso e homossexual. Explico: como este amor não passa por nenhum tipo de obstáculo, parece que Abranches considerou suficiente para o público ver dois irmãos tirando a roupa em câmera lenta e sem tirar o olho um do outro (uma das piores cenas do longa, aliás). Que só o fato de eles serem irmãos e se amarem seria possível para carregar o filme, mesmo que não sofram nenhum tipo de preconceito e mesmo que o amor dos dois não passe por nenhum tipo de prova. Abranches estava enganado e ele já deveria ter atinado para a questão no roteiro. Fico até me perguntando, aliás, qual é o objetivo de se fazer um filme assim. Para que contar uma história se ela não tem nada para ser contada?

São 90 e poucos minutos de um marasmo total e o elenco não ajuda muito. Os atores principais, tanto os mirins quanto os adultos, não têm muito o que fazer com papéis tão planos a não ser ligar o piloto automático e expressar suas falas artificiais de forma artificial. Fábio Assunção parece não acreditar em seu personagem. Louise Cardoso é sempre uma atriz interessante, mas seu papel não tem razão nenhuma de existir. A única pessoa que dá um pouco de sinceridade em um personagem que Abranches parece ter tido o mínimo de carinho para criar é Júlia Lemmertz. Aliás, se o filme tivesse tomado outro ponto de vista, o da mãe em relação aos filhos, poderia ter saído melhor.

nota: 2/10 -- pura perda de tempo

Do Começo ao Fim (2009, Brasil)
direção: Aluisio Abranches; roteiro: Aluisio Abranches; fotografia: Ueli Steiger; montagem: Fábio S. Limma; produção: Aluisio Abranches, Fernando Libonati, Iker Monfort, Marco Nanini; com: Gabriel Kaufmann, Rafael Cardoso, Lucas Cotrin, João Gabriel Vasconcellos, Júlia Lemmertz, Fábio Assunção, Louise Cardoso, Jean Pierre Noher; estúdio: Lama Filmes, Pequena Central de Produções; distribuição: Downtown Filmes/RioFilme. 100 min

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

TRON - Uma Odisséia Eletrônica

“Tron” é uma aventura bastante simples e esquemática, mas que vale ser conferida pelos fãs de efeitos especiais para conhecer os primórdios de tecnologias atualmente corriqueiras. Mas o longa terá um sabor todo especial para aqueles que viveram a década de oitenta, seus videogames toscos e altamente viciantes e toda aquela atmosfera de que tudo era possível com um pouco de ciência estranha.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

AS MELHORES COISAS DO MUNDO – Adolescência, quem explica?

Opa, quero até ver qual vai ser a desculpa dos “anti-cinema nacional” dessa vez. É que o discurso desse povinho é sempre o mesmo, que o nosso cinema só se foca na miséria do país, e isso mancha a imagem do Brasil lá fora, né? Parece piada, eu sei. Mas vou tentar ver por outro ângulo. Digamos que, ok, seria bom se o nosso cinema tivesse mais variedade. O meu problema com aqueles que reclamam de como filme nacional só mostra “pobre na favela” é que, em quase 100% dos casos, esse é o mesmo público burguês que ama Se Eu Fosse Você de paixão. Sim, porque apresentar a realidade do país é péssimo, mas inventar uma classe média alienada que nem existe (a classe média americana pode até viver em mansões; a nossa, não) não é demais? Ou, sei lá, ainda no quesito Se Eu Fosse Você, não é meio revoltante um filme que tenha como uma das últimas frases: “quem diz que felicidade não se compra é porque não conhece o endereço da loja”?

Enfim, com o mais novo filme nacional a chegar em dvd, não há brechas pra esse tipo de discussão. Em As Melhores Coisas do Mundo a diretora Laís Bodanzky (do ótimo Bicho de Sete Cabeças) retrata com extremo cuidado e inteligência a vida de adolescentes brasileiros. Que, cá pra nós, poderiam ser adolescentes e qualquer nacionalidade. É um filme de tema universal. O protagonista é Mano, um garoto de 15 anos normal de classe média alta de verdade, não uma de mentirinha. Acompanharemos vários dos problemas típicos dessa idade de transição: a descoberta da sexualidade, bullying, insegurança, problemas familiares, etc. É legal que, primeiro, os atores (todos ótimos e muito bem dirigidos) conversam entre si de forma absolutamente natural, do jeito que adolescentes brasileiros realmente conversam. Sem caricaturas, o que é comum quando um adulto vai retratar o linguajar de um jovem, né? Deu pra ver que a diretora teve um trabalho de pesquisa bastante grande e cuidadoso, e os personagens realmente falam língua do jovem brasileiro. Com alguns vícios? Sim. Mas sem forçar a barra.

E há vários temas atuais, que estão em destaque agora, presentes no filme. Quer dizer, eu fui o único que pensou no caso Geisy-Uniban com aquela tramóia da menina que é perseguida após uma foto sua semi-nua cair na rede? Pode ser que o roteirista não tenha ligado uma coisa à outra, ou pode ser que isso tenha sido escrito/rodado antes mesmo do escândalo (o filme já tava em pré-produção há três anos), mas que caiu como uma luva, ah, caiu. Sem falar na febre da internet, twitter, blogs, orkut, o diabo à quatro. Pra muita gente a internet é apenas um item a mais, uma ferramenta útil, mas pra minha geração a internet é tudo. Quer dizer, nós nascemos com a internet! Eu ainda nem tanto. Posso garantir que eu tive uma infância feliz sendo criança. Eu cresci encenando peças de teatro pros meus pais verem, cresci com a Disney, essas coisas. Mas é chato ver como isso vem diminuindo a cada dia que passa, como a infância está encurtando. E pensar que hoje namorar com 10 anos é comum. Enfim, perdi o foco. A discussão que o filme traz é mais sobre a questão das fofocas, de como a informação corre cada vez mais rápido, sobre como a palavra “segredo” vem sumindo do nosso vocabulário. Mas acho legal que o filme também mostre as exceções. Tem uma garota que mantêm um diário! Quem aqui conhece alguém que mantêm um diário, e que, ao mesmo tempo, esteja em sua sã consciência mental?! Hoje em dia, você quer escrever alguma coisa pessoal, íntima e tal, você posta no twitter, ué.

O protagonista ta longe de ser um santo, o que já coloca As Melhores Coisas do Mundo anos luz de vários filmes sobre o tema. Apesar de ter várias qualidades, Mano também ta cheio de preconceitos. Ao mesmo tempo que ele defende com unhas e dentes o seu interesse romântico que teve a vida invadida por uma foto que caiu em lugares errados, Mano faz caricaturas de sua colega de sala com legendas como “sapata!”. E pra quem já passou pela adolescência sabe que a pior ofensa que existe, pior do que xingar a mãe, é fazer qualquer tipo de alusão à sexualidade. Eu nunca entendi direito o motivo, mas felizmente já passei dessa fase, ou, pelo menos, já peneirei minha lista de amizades. Eu e meus amiguinhos discutimos muita coisa interessante, de política à feminismo à anti-americanismo à aborto à casamento homossexual, etc, mas to sabendo que somos exceções. Boa parte da adolescência ainda ta cheia de preconceitos, que, sinceramente, eu ligo à infantilidade. Muito interessante a história do pai do Mano que se separou da mulher (e que bela interpretação de Denise Fraga) pra morar junto com um colega de trabalho, e mais interessante ainda a repercussão que isso tem (não vou contar). Uma das coisas mais sensatas do filme, aliás, é dita pelo novo namorado do pai. Ele o alerta sobre seu filho que escreve coisas depressivas demais num blog, e que isso é perigoso. Isso de se isolar do mundo, ficar completamente sozinho com seus pensamentos. O pai ignora, dizendo que um psicólogo já foi contratado. E daí surge outra questão: essa mania dos pais de terceirizar os problemas do filho, sendo que o fruto desse problema, muitas vezes, está justamente nisso.
Mas o filme não fala apenas de adolescentes. Fala também sobre adultos, e sua impossibilidade aparentemente crônica de lidar com os adolescentes. Gosto da cena em que vários pais se reúnem no colégio e discutem sobre a fase em que seus filhos estão passando, tentando encaixá-la em uma classificação definida. Quer dizer, é mania resumir a adolescência em frases de efeito, né? Mas tudo na vida é tão complexo e gigante, que, sinceramente, nada pode ser estudado e entendido por completo. E não dá pra encaixar todo menino e menina de 15 à 17 anos a um mesmo grupo de características definidas. O filme mostra isso. Mostra que adolescentes tem sim seus vícios em comum, mas, ao mesmo tempo, um é completamente diferente do outro. Além disso, de quebra, surge uma outra discussão interessante: quando um professor(a) e um aluno(a) tem um caso, quem seria o “culpado”? O professor, que se aproveitou de seu posto de superioridade e de sua maturidade pra conquistar o aluno? Ou, em tempos de maior liberdade entre adolescentes, o professoracaba sendo a vítima? Ou talvez não haja culpa, não sei. Só sei que a cena dos ovos é linda, muito emocionante. E tudo embalado por “Something”, dos Beatles, que parece que foi um parto pra produção conseguir os direitos. Enfim, ri e chorei nas varias vezes que assisti As Melhores Coisas do Mundo, me envolvi mesmo. Se eu fosse você não perdia. Só não vale ir conferir com a desculpa de que é filme nacional, então vou cumprir minha parte, vou fazer a boa ação do dia. O cinema brasileiro já passou da hora de precisar da pena de alguém. Agora, se for pra assistir “As Melhores Coisas” com a desculpa de fugir do lixão americano que é jogado aos montes por aqui, aí tudo bem. Essa desculpa é mais do que aceitável.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

The King of Fighters - O Filme

O assunto cinematográfico da semana com certeza é adaptação de games, com a estréia do quarto filme mal adaptado e caça niqueis da serie Resident Evil.Mas não vou falar dele porque ainda nao vi mas é certo uma nova bomba. Hoje vou falar de um filme baseado em um dos jogos de luta mais legais da historia, jogo da minha infância cara, The King Of Fighters criado pela SNK em 1994, a proposta do jogo era unir vários dos personagens que fizeram historia em jogos como Art Of Fighting, Fatal Fury, Psyco Soldier e outros, era um tipo de game onde as lutas eram conhecidas como dream match onde tu escolhia 3 personagens que lutavam em equipe, era genial e os personagens eram apaixonantes, o jogo virou referencia e era lançado a cada ano um novo titulo de acordo com o ano se tornando uma serie de sucesso em todas as plataformas. Dito isso, vamos ao que interessa (seria melhor se nao interessasse) confesso que fiquei com vergonha alheia no final de 2009 ao assistir o trailer do que viria a ser o filme, nada que me chocasse tanto porque ja esperava uma má adaptação mas ao me deparar com o filme que esta chegando aqui no Brasil diretamente em DVD pela Flashstar, só isso já explica como o filme é bom certo? O diretor Gordon Chan nunca jogou o jogo, não conhece a historia e conseguiu deturpar tudo, meu personagem favorito Kyo Kusanagi é interpretado por Sean farris, um ator que ate me agrada mas meu deus, que coisa nada a ver, o cara não tem nada de oriental e esse diretor esperto me coloca um ocidental no papel. E tudo vai piorando mais e mais, no jogo existem duas personagens femininas alem de serem cúmplices de Rugal, o vilão do game, também formavam um time com Iori Yagami e sempre se supôs que elas(Mature e Vice) tivessem um caso mas nunca ficou claro e adivinha o que o diretor fez, siiiiim, elas tem um caso no filme numa cena que chega constranger ate o Raul Julia no túmulo depois da vergonha que foi Street Fighter. E ja que mencionei o Iori, um dos personagens mais queridos da serie e também um dos mais violentos que possui o sangue de Orochi e é inimigo mortal de Kyo, no filme ele é um cara querido e amigo e nem quando vira o Iori Encorporado consegue convencer. Uma das personagens mais gostosas do jogo Mai ShiranMui, com seus belos melões e pouca roupa ganha vida no filme através da atriz Maqqie Q que coleciona filme ruins em sua filmografia e adivinha, ela não tem melões nem nada farto, é uma magrela sem graça e no filme ela tem um caso com Iori Yagami, dai eu em pergunto, daonde??? A Mai é noiva de Andy Bogard caralho , falando no Andy, no filme temos o irmão dele Terry Bogard que é o mascote da SNK, um jovem cabeludo, lutador de rua que no filme virou um velhote agente da cia que apanha pra caralho e tem cabelo curto. Falar do vilão do jogo e transpor o vilão pro filme foi uma coisa impensada pelo diretor e roteirista, o Rugal Bernstein é uma vergonha, além da caracterização que obvio que nao existe, o cara é um fracote retardado que nao possui o mínimo da força do personagem. Fora isso, ainda devo dizer que roteiro não existe, é uma historia que não tem nada a ver com o jogo, não vai agradar nem a quem só gosta de filme de ação, ate porque a ação é pouca e ridícula, tu ve os atores fazendo o filme por fazer, efeitos especiais que eu faço na minha câmera digital até, tudo nesse filme é ruim, ator, diretor, roteiro, cenário, Sean Farris(hahaha). Street Fighter da Chun Li, Dragon Ball, Mortal Kombat...qualquer um desses lixos é melhor que esse filme. Tekken que também chegou direto em DVD e foi duramente criticado pela mudança na historia é milhões de vezes melhor. Não recomendo esse filme pra ninguém, não percam seu tempo nem por curiosidade. E quem avisa amigo é.


Vejam abaixo se eu não tenho razão:

Kyo Kusanagi

Iori Yagami
Mai ShiranMui

Terry Bogard
Rugal Bernstein, Mature e Vice

é isso...

terça-feira, 15 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

A decepcionante replicação de Blu-rays no Brasil

Como todos sabem ja esta sendo feita replicação de Blu-rays no Brasil
E abaixo voce ve um exemplo do padrão brasileiro de "qualidade".
Fotos da edição de Star Trek disponível na minha locadora e da edição americana que comprei pra minha coleção a alguns dias. Não preciso dizer mais nada, é só ver as fotos.






Leia reportagem completa sobre o assunto.